Notícias

Assassinato da policial Emily Karine reacende na Alap debate sobre feminicídio no Amapá.

 

FOTO EMILY

Há menos de uma semana de aprovado Projeto de Lei, de autoria de Paulo Lemos, que obriga as instituições de ensino privado a divulgar informações sobre a Lei do Feminicídio (nº 13.104/2015), mais uma mulher é assassinada em Macapá. A vítima foi a cabo da Polícia Militar, Emily Karine de Miranda Monteiro, 29 anos, morta com três tiros, neste domingo, 12, pelo ex-companheiro.

KASSIOO acusado é o soldado da PM Kássio de Mangas dos Santo, que se apresentou somente na manhã desta terça-feira, 14, à Delegacia de Crimes Contra a Mulher, que trata do caso como feminicídio, porque o companheiro não aceitou o término do relacionamento. Já havia registros de violência na Polícia Civil contra outras ex-namoradas do suspeito. O crime foi tema de debate no plenário da Assembleia Legislativa do Amapá (Alap).

O deputado Paulo Lemos lamentou o ocorrido e repudiou toda e qualquer forma de violência desferida contra a mulher. “Casos de feminicídio, como a da policial Emily, nos deixa extremamente destroçados, indignados. É hediondo, e há uma semana aprovamos aqui um PL de minha autoria, que visa a informar a sociedade, em especial os estudantes, sobre o a Lei do Feminicídio. Não podemos ficar parados e nem calados assistindo que a violência impere nos lares no lugar do amor e do respeito”.

Em 2017, a Delegacia da Mulher registrou mais de 3,5 mil denúncias de violência contra a mulher e, a cada 3 dias, um estupro foi registrado em Macapá naquele ano. A Lei do Feminicídio (N 13.104) entrou em vigor em 2015. Ela alterou o Código Penal para incluir este crime na modalidade de homicídio qualificado, ocorrido quando praticado contra a mulher por razões da condição de sexo feminino, podendo ser a violência doméstica e familiar; menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

Ascom – Paulo Lemos

 

 

 

 

 

Anúncios