Paulo Lemos visita arquipélago do Bailique e constata situação de abandono das escolas estaduais

TERRAS CAIDAS_COMUNIDADEEm visita ao arquipélago do Bailique, distrito de Macapá, há cerca de 10 horas de barco da capital, o deputado estadual Paulo Lemos (PSOL) constatou situação de descaso na prestação de serviços essenciais como de energia e água tratada, e de total abandono das escolas públicas estaduais. Os problemas são antigos e na volta das atividades do Legislativo, marcado para a próxima terça-feira, 6, garantiu a cobrar atenção aos moradores e medidas urgentes ao Governo do Amapá.

Não bastasse o descaso governamental, o Bailique sofre ainda com o fenômeno natural conhecido como “terras caídas”, que ocorre em função das correntes dos rios, cuja erosão põe em risco as construções e as comunidades daquela região. A ação natural ameaça, por exemplo, a estrutura da Escola Bosque, erguida na década de 1990, e que atende alunos de todas as comunidades do arquipélago.

Escola Bosque do bailique ameaçada pelo fenômeno das 'terras caídas'
“Terras caídas” ameaçam estrutura da Escola Bosque

Também construído na década de 1990, o hotel do Bailique, erguido para abrigar professores e turistas, nunca foi finalizado.  Hoje, mal se consegue reconhecer o espaço onde foi construído porque a mata tomou conta do local. “Ao que tudo indica, o governo se esqueceu de cuidar dessa região e das pessoas que moram aqui”, constata Lemos.

Durante a viagem, feita no último fim de semana, Lemos se reuniu com moradores de diversas localidades do arquipélago. Eles reivindicaram melhorias, principalmente, na área de energia, água tratada e educação. “Na comunidade de Freguesia, os moradores pedem implantação de sistema modular do Ensino Médio. Hoje, muitos estudantes têm de se deslocar a Macapá para concluir os estudos, o que, além de precisar se afastar da família, muitos não possuem condições financeiras de se manter na capital”, avalia o deputado.

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Lemos garantiu tratar pessoalmente com a Secretaria Estadual de Educação (Seed) para resolver a questão. Além do ensino, a conversa com a titular da pasta, Maria Goreth Souza, renderá ainda informações quanto à reforma das escolas, além da conclusão das obras de uma em específico, na localidade de Filadélfia, iniciada em 2013, mas, até hoje, não foi concluída.

BAILIQUE_REUNIAO COM MORADORES
De acordo com as lideranças da comunidade, a empresa responsável pela construção chegou a receber cerca de R$ 100 mil no fim do ano passado, mas pouco avançou na construção. “Vamos cobrar a prestação de contas desta obra específica, além de exigir que seja finalizada a obra, uma vez que centenas de alunos necessitam desse espaço e que, hoje está paralisado garantiu o deputado.
Júnior Nery – Assessor de Comunicação/Paulo Lemos

D1 Comunicação

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