Representantes da UEAP cobram atenção dos deputados à instituição de ensino

Vinícius Caxias
Deputado paulo Lemos concede espaço na tribuna para representantes da UEAP
Sem investimentos, torna-se impossível fazer com que a instituição cumpra o seu papel de prover conhecimento e o desenvolvimento do Estado

Representantes dos estudantes e dos técnicos administrativos da Universidade Estadual do Amapá (Ueap) usaram o Grande Expediente da Assembleia Legislativa do Amapá (Alap) para pedir apoio a diversas reivindicações para a instituição de ensino. A ida aconteceu á pedido do deputado Paulo Lemos (PSOL), na manhã desta quarta-feira, 22.

As questões discutidas são antigas, e vertem sobre a falta de investimento e quanto à aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), tão logo o Governo do Estado envie a proposta para aprovação da Casa.

“Convidei os representantes da Ueap para, mais uma vez, avancem no diálogo entre o governo e a instituição, e de modo eficiente, que garanta as melhorias à universidade com mais investimentos que proporcionem maior na qualidade do ensino, pesquisa e extensão”, disse Lemos.

Vinícius Caxias
Representantes da UEAP cobram atenção dos deputados à instituição de ensino

Há quase um ano, a instituição paralisou as atividades por mais de um mês, à espera de sensibilizar o GEA dos problemas apresentados. À época, pleiteavam as mesmas reinvindicações que hoje. “Isso demonstra a falta de interesse em promover melhorias”, disse o representante dos técnicos administrativos, Vinícius Caxias.

Ele exemplificou a situação porque passa o campus II o qual, embora agora divida o mesmo espaço com os cursos técnicos do Centro de Educação profissional Graziela Reis de Souza, os problemas de infraestrutura persistem. “Semana passada, pedaço do teto desabou”, contou Vinícius.

Hoje, a Ueap sobrevive com um orçamento equivalente a 2% da arrecadação estadual do ICMS, pouco mais de R$ 19 mi ao ano. Até a deputada Marília Góes (PDT) considerou em plenário que o recurso não é suficiente para fazer crescer a instituição. “A situação é ‘capenga’. Temos de assumir”, disparou.

Paulo Lemos insistiu na revisão e aumento desse percentual de repasse orçamentário à Ueap.“Sem os investimentos necessários, torna-se impossível fazer com que a instituição cumpra o seu papel fundamental, que é de prover conhecimento e garantir o desenvolvimento do Estado”.

Há mais de um ano, técnicos administrativos lutam para garantir que PCCR seja implementado. A expectativa, segundo Vinícius Caxias, é que seja finalizado e enviado à Alap pelo governo já no mês que vem. O plano garantirá benefícios trabalhistas como promoção e progressões salariais. Enquanto não é aprovado, amargam perdas salariais que chegam a 20%. Desde 2015 os servidores da Ueap não obtém reajuste salarial.

Júnior Nery – Ascom/Paulo Lemos
Fotos: Jaciguara (ALAP)