Deputado Paulo Lemos critica descaso da Saúde pública no plenário da Alap

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Deputado Paulo Lemos critica descaso da Saúde pública no plenário da Alap

O deputado Paulo Lemos (PSOL), líder da oposição na Assembleia Legislativa do Amapá (Alap), usou a tribuna do plenário, nesta terça-feira, 14, para criticar o descaso do governo pela saúde pública no Amapá.

Com base em reportagens veiculadas em um site de notícias local, o parlamentar cobrou o conserto do único mamógrafo existente na rede estadual, quebrado há dois anos. “Isso é uma falta de responsabilidade para com a saúde do povo”, repreendeu.

De acordo com a reportagem, Lemos revelou que o Amapá é o segundo pior resultado na cobertura de mamografias do país, segundo dados levantados pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). “Esse índice vergonhoso é causado, principalmente, pelo não funcionamento desse único mamógrafo do Estado”, disse Lemos.

O deputado recriminou a previsão para o fim do primeiro semestre, dada pela Secretaria de Estado da Saúde, para a volta do funcionamento do mamógrafo. “O que é mais absurdo ainda. Se o Estado dispusesse de pelo menos duas máquinas, tudo bem aguardar esses meses todos, já que estamos no início do ano, mas só temos um”, rechaçou. “Enquanto isso, a população está desassistida desse exame fundamental para detecção do câncer de mama, por sinal, o que mais acomete e mata mulheres no país”, reiterou o parlamentar.

O líder do governo na Alap, deputado Antônio Furlan (PTB), disse que, em função do equipamento quebrado, os exames de mamografia são disponibilizados pelo Estado em um hospital particular, que recebe por mês autorização para realizar 300 mamografias à população. No entanto, não rebateu os dados da SBM quanto ao Amapá ser o segundo pior índice em realização desse tipo de exame no Brasil, mas afirmou dialogar com o governo quanto ao conserto da máquina.

Lemos pediu atenção também aos pacientes da nefrologia do Hospital de Clínicas Alberto lima (HCAL), que denunciam a falta de remédios importantes para o tratamento de hemodiálise. Segundo o representante dos renais crônicos no Amapá, Manoel Miranda, além da falta de medicamento, não há gaze, ataduras e até esparadrapos para quem faz o tratamento.

“Ficamos mais de quatro horas presos a uma máquina e ainda somos obrigados ou a esperar por mais meia hora até que providenciem ataduras, gazes e esparadrapo para a retirada do cateter. Uma verdadeira Falta de respeito”, revela o paciente.
Manoel Miranda fez um apelo emocionado aos deputados para que tomem providências urgentes em prol da vida. “Já perdemos muitos amigos nessa batalha. Há quatro anos faço hemodiálise no estado e, desde então, a gente vem lutando por melhoria na qualidade do tratamento”, desabafou.

Lemos encerrou seu discurso cobrando que a Sesa obriguem os fornecedores a entregar os remédios, segundo a Sesa, já pagos e ainda não recebidos. “Já estamos cansado dessas desculpas. Se não é por falta de recurso, é o fornecedor que não entrega medicamentos. Já estamos fartos disso”.

Ascom/Paulo Lemos
Fotos: Oziel Coutinho

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